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O post era para ser mais pessoal, mas foi auto censurado
Toda vez que estou a procurar mais livro para meu estudo de caso, a fotografia como manifestação e auxílio na construção de uma ideologia, em suma, sobre o Construtivismo Russo, eu me lembro de um pequeno, mas singelo catálogo que ganhei de presente de dia dos namorados. Era sobre uma exposição fotográfica no MAM-SP com o portfólio de Alexander Rodchenko, de quem cada dia mais eu só tenho a me sentir instigado.
Enfim, eu vivo me lembrando de como eu acabei chegando a ele, e que foi tão sem querer, que não consigo pensar mais que foi assim tão sem querer. De repente, numa das ligações matinais, veio a pergunta sobre algum fotógrafo (indiretamente o que eu queria ganhar) e algum livro importante sobre fotografia. Foi uma surpresa na época, e muito mais um ano e meio depois, quando estava arrumando minha eterna bagunça no armário. Lendo o prefácio, escrito pela Anatereza Fabris, procurando a história de Rodchenko e o movimento do qual ele é conhecido como um dos líderes, não teve como não me apaixonar.
Mês passado, eu encontrei uma apresentação em Adobe Flash, feita por uns alunos de Design Digital, e fiquei encantado com o olhar desenvolvido por eles, muito mais do que os belos efeitos usado no software. Era como se fosse um olhar de Rodchenko sobre a nossa metrópole atual, mais de 50 anos depois da morte dele. E por isso vou compartilhar essa apresentação, chamada São Paulo pelos olhos de Alexander Rodchenko, e aproveito para agradecer mais uma vez a pessoinha que teve uma participação forte neste contexto todo. Porque depois de tudo, há coisas que não se perde, e isto é um exemplo claro e material.
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